martes, 7 de abril de 2020

Luiz Henrique Mandetta: Militares e cúpula do Legislativo intervêm para manter Mandetta, a despeito de Bolsonaro | Brasil | EL PAÍS Brasil

Luiz Henrique Mandetta: Militares e cúpula do Legislativo intervêm para manter Mandetta, a despeito de Bolsonaro | Brasil | EL PAÍS Brasil



Jair Bolsonaro pretendia demitir Luiz Henrique Mandetta do Ministério da Saúde nesta segunda-feira e trocá-lo pelo deputado federal Osmar Terra, mas não conseguiu. Assim que as movimentações vieram à tona, começaram as pressões —de militares, da cúpula do Congresso e até do STF— para evitar que o mandatário concretizasse a exoneração do ministro, que é mais popular que o seu próprio chefe, segundo o Datafolha. A pressão mais intensa veio dos militares que ele mesmo escolheu como núcleo duro. Na noite de quinta-feira passada, quatro generais que trabalham no Planalto, um deles na ativa, se reuniram com Bolsonaro e pediram para ele não mexer em sua equipe, por enquanto. Após um dia inteiro de rumores, o próprio Mandetta apareceu ante a imprensa: "Vou continuar".
A situação insólita na qual um presidente tem dificuldades para trocar sua própria equipe é vista pelo governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), como um sinal claro da perda de poder de Bolsonaro. "Seria falso dizer que seu Governo acabou em termos formais. Mas, em termos materiais, de poder, sim, porque ele objetivamente não dirige nem o Governo dele. Ele quer demitir Paulo Guedes e não pode, ele quer demitir Sergio Moro e não pode, ele quer demitir Mandetta e não pode. Que poder é esse?", disse Dino em entrevista ao repórter Felipe Betim. O governador, que assinou manifesto pedindo a renúncia de Bolsonaro, diz que é preciso preparar um cenário pós-pandemia e diz que o presidente perdeu estatura para liderar o país na recuperação. Defende ainda que a esquerda se alie ao centro para influenciar na agenda imediata da crise, como fez na questão da renda mínima.
Em São Paulo, o Governo João Doria prorroga por 15 dias a quarentena contra a Covid-19. Doria afirmou que a Polícia Militar está autorizada a agir, se necessário, para evitar aglomerações. “Primeiro, com orientações”, disse. “A segunda etapa serão medidas coercitivas podendo punir as pessoas com penas previstas em lei, que podem inclusive levar à prisão”, afirmou. Mesmo com medidas de isolamento, projeção é que 111.000 pessoas devem morrer em São Paulo nos próximos seis meses em decorrência do coronavírus.
Militares e cúpula do Legislativo intervêm para manter Mandetta



Militares e cúpula do Legislativo intervêm para manter Mandetta
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